Fórum Criminal de Londrina inicia atendimentos após inauguração
Primeira sessão do júri ocorreu em 21 de maio; obra custou R$ 75 milhões e levou sete anos para ficar pronta, após vários impasses
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Primeira sessão do júri ocorreu em 21 de maio; obra custou R$ 75 milhões e levou sete anos para ficar pronta, após vários impasses

O TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) concluiu a mudança do Fórum Criminal de Londrina do imóvel da avenida Tiradentes para a sede oficial, no Centro Cívico, inaugurada em solenidade no começo de março. A última etapa incluiu a instalação do novo mobiliário e a transferência dos equipamentos. A obra custou R$ 75 milhões e levou sete anos para ficar pronta.
A primeira sessão de julgamento no Plenário do Júri ocorreu em 21 de maio, sob a presidência da juíza Chélida Soterroni Heitzmann. Também participaram da sessão o promotor Tiago de Oliveira Gerard, o advogado de defesa Marcelo Gaya e os servidores Murilo Nascimento Loris, João Felipe dos Santos Flauzino e Vitor Hideki Nagata.
“É imprescindível registrar o reconhecimento e a gratidão aos servidores e servidoras que, com dedicação silenciosa e permanente, empenham-se diariamente para que os trabalhos da Justiça possam ser realizados com seriedade, eficiência e compromisso público. Tenho certeza de que, para além da inauguração de uma estrutura física mais qualificada, os trabalhos aqui realizados serão hoje e sempre conduzidos sob o manto da humanidade, da ética e da integridade”, afirmou a magistrada.
O novo Fórum Criminal tem cerca de 25 mil metros quadrados de área construída e abriga 13 varas judiciais, incluindo criminais, infância e juventude, violência doméstica e juizados especiais, além das respectivas promotorias de Justiça. A expectativa é que o local receba, em média, 500 pessoas por dia, além de 400 servidores. Todo o complexo da Justiça em Londrina, somando os fóruns Criminal e Cível e a Vara de Execuções Penais, chega a 43 mil metros quadrados.
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HISTÓRICO
A construção do novo Fórum Criminal de Londrina começou em 2019, mas, com apenas 6% dos trabalhos concluídos, a primeira empresa responsável pela obra foi dispensada após entrar em recuperação judicial. A rescisão ocorreu no ano seguinte, e a segunda colocada assumiu o contrato. As obras foram retomadas, mas interrompidas pouco tempo depois, em meio à pandemia da Covid-19, que paralisou uma série de serviços.
Além disso, houve necessidade de adequações no projeto arquitetônico, mudanças no acesso principal do prédio e execução da extensão da rede de drenagem do terreno, com aprovação dos projetos pelos órgãos competentes. Esses fatores contribuíram para o aumento do custo da obra, assim como a alta nos preços dos materiais da construção civil durante a pandemia.
Foi no final de 2024, após a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que ficou acordado que nenhum novo aditivo seria concedido, e a obra enfim caminhou para sua conclusão. A entrega do espaço ocorreu em 12 de março, em um evento com a presença da presidente do TJ-PR, desembargadora Lídia Maejima, que lembrou os desafios para a construção da nova estrutura e a transferência do fórum para um imóvel provisório.
“Isso nos custou não apenas em pecúnia, mas também em incômodos causados a magistrados, servidores, advogados, defensores, membros do Ministério Público e a toda a população que precisou se adaptar ao funcionamento de um serviço essencial em condições provisórias, em um imóvel alugado”, afirmou a presidente do TJ-PR na inauguração. (Com assessoria do TJ-PR).


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.





