Fórum: 15 anos de impasse e omissão
Curitiba - As primeiras sondagens para construção do Fórum de Curitiba começaram a ser feitas em 1981, pela Empresa de Obras Públicas do Estado (Emopar), que foi sucedida pelo Departamento Estadual de Construção de Obras e Manutenção (Decon). Em 1987 foi contratada a execução da estrutura em concreto armado. Venceu a licitação a empresa Cotteli - Construtora Técnica Ltda. O contrato foi assinado em agosto do mesmo ano e previa um prazo de 450 dias para conclusão dessa etapa da obra.
Em 1990 foi feito novo contrato, para as obras de alvenaria, já pelo Decom. Mas as obras não tiveram andamento. O Estado acionou a construtora, alegando irregularidades. A construtora, por sua vez, entrou com ação contra o Estado, reclamando o pagamento.
Várias tentativas foram feitas pelo Judiciário para que se chegasse a uma solução, especialmente de 1999 para cá. Na administração do desembargador Sydney Ditrich Zappa, à frente do Tribunal de Justiça (TJ), chegou a ser constituído um Grupo de Trabalho, composto por representantes do Tribunal e do Governo do Estado. Porém, como haviam ações pendentes, esse grupo não chegou a nenhuma conclusão concreta.
Depois de muitas discussões e até sugestões de implosão, o atual presidente, desembargador Vicente Troiano Netto, designou uma Comissão de Desembargadores para estudar o problema. Presidida pelo desembargador Oto Sponholz, essa Comissão sugeriu a realização de concurso público, na forma de licitação, para a conclusão do prédio ''com segurança, melhor espaço e de acesso amplo aos seus destinatários''. Também sugeriu que a área útil do prédio fosse ampliada, ''uma vez que o projeto original previa as necessidades judiciárias de uma cidade de quase duas décadas pretéritas'', bem diferente da realidade atual.
Depois disso, e antes de providenciar o concurso sugerido, o presidente Troiano Netto decidiu ouvir o Departamento de Engenharia do Tribunal. Os técnicos do órgão acreditam que dificilmente o local poderia suportar todas as Varas do Judiciário, pois não há previsão de estacionamento suficiente e a região poderia não comportar o volume de tráfego que o funcionamento do Fórum acabaria por determinar.
No momento, a definição do caso está com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), a quem foi solicitado opinar, uma vez que o planejamento viário de Curitiba é da alçada desse órgão, especialmente na região do Centro Cívico, onde há normas específicas para construções.





