Fortalecimento
para 2000 também
será discutido
O fortalecimento do PMDB para as eleições do próximo ano em todo Paraná também está na pauta do Congresso Estadual do partido, que será realizado hoje em Londrina, durante todo o dia. As críticas ao governo de Jaime Lerner (PFL) também devem tomar boa parte do encontro. ‘‘Casos exemplares de corrupção e incompetência da administração pública estadual’’ é um dos debates marcados para às 14 horas, no Instituto Filadélfia.
Ontem, em Londrina, Requião começou a disparar a artilharia contra o governador, criticando o ‘‘furo’’ no Banestado, que, segundo ele, chega a R$ 6 bilhões. ‘‘Só o socorro financeiro do Banco Central para o Banestado, atualizado, é de R$ 5 bilhões, mais um R$ 1 bilhão em títulos podres de Alagoas, Santa Catarina, Osasco e Campinas. Os R$ 6 bilhões correspondem a duas Vale do Rio Doce, ou o valor patrimonial do Banco do Brasil’’, comparou.
Ele disse que o partido está buscando novas lideranças para ingressar em seus quadros e prepará-lo para as eleições do próximo ano, mas, com uma diferença fundamental em relação ao que estaria sendo feito pelo presidente estadual do PSDB, senador Alvaro Dias. ‘‘O Alvaro está caçando gente de todos os matizes, enquanto nós queremos pessoas com visão programática’’, definiu.
Entre os planos do partido em Londrina está a filiação do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida, que deixou o PT no início do mês. Ontem, Cheida fez uma visita a Requião em Londrina. ‘‘Agora a bola está com ele’’, disse Requião, que contou já ter falado sobre o assunto com Cheida duas vezes pessoalmente e ‘‘umas dez’’, por telefone. Questionado pela Folha se ingressaria no PMDB, Cheida respondeu: ‘‘Se Deus quiser’’. Requião completou: ‘‘Se o problema é esse, pode anunciar porque eu já autorizei’’. Novamente questionado, Cheida disse que pretende definir sua escolha partidária - ele também recebeu convites do PSDB e do PV - no mês que vem. (P.Z.)

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