Fornecedores reclamam do movimento
Curitiba - As convenções partidárias movimentam a indústria da propaganda política, mas a crise chegou ao setor. Com o dinheiro escasso, os partidos e candidatos limitam os seus gastos na festa de oficialização de candidaturas para investir durante a campanha.
Quem é do ramo confessa que atualmente a política já não drena mais tantos recursos para o setor. Um empresário do setor gráfico que prefere não ser identificado diz que desde a massificação dos meios eletrônicos, as campanhas políticas mudaram de cara, com uma quantidade menor de material gráfico, como santinhos e cartazes.
Esta mesma fonte garante que há alguns anos uma campanha movimentava pelo menos 80% a mais de recursos. Hoje, prossegue o empresário, a campanha é feita basicamente pela tevê.
Outro empresário que também prefere o anonimato e atua no setor têxtil afirma que durante este período recebe encomendas de 40 a 60 mil camisetas. E lembra que o maior movimento fica para o auge da campanha, a partir do próximo mês, quando são confeccionadas cerca de 1 milhão de peças. Ele também garante que o número de pedidos de políticos caiu com relação a anos anteriores e diz que a situação só não está pior porque as vendas tiveram um forte impulso por causa da Copa do Mundo. (R.H.)





