Curitiba - Forçados por decisão das cúpulas nacionais, PDT e PTB decidiram ontem selar a aliança no Paraná, onde os dois partidos têm posturas opostas.
Os petebistas, que dão sustentação ao governo do PFL, vão apoiar a candidatura ao governo do senador Alvaro Dias (PDT), nome da oposição.
A exigência do presidente estadual do PTB, deputado estadual Valdir Rossoni, de fazer a aliança tanto na eleição majoritária (governo, vice e Senado) quanto na proporcional (deputados estaduais e federais), foi acatada.
Os deputados estaduais do PDT ensaiaram uma rebelião contra a coligação na proporcional, temendo perder votos para os petebistas. Alvaro abafou o movimento para não comprometer as negociações. Rossoni não estava disposto a abrir mão dos votos de legenda gerados pelo candidato ao Palácio Iguaçu.
A coligação depende de homologação nas convenções dos dois partidos, ambas agendadas para o dia 29 de junho. A convenção nacional da Frente Trabalhista (PDT-PTB-PPS) aprovou a fusão do PTB e do PDT depois das eleições de 6 de outubro. ‘‘Vamos trabalhar agora em cima dessa realidade’’, disse Alvaro, que estuda nomes de vice e opções para o Senado.
Seu vice pode ser o deputado estadual Luiz Accorsi (PTB), que tem o respaldo do presidente nacional do PTB, o deputado federal José Carlos Martinez. Outra possibilidade cogitada nos bastidores é Luiz Forte Netto (PDT), ex-candidato a prefeito de Curitiba.

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