Forçado pelo STF, Delazari deixa comando da Segurança
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segunda-feira, 06 de agosto de 2007
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O promotor de Justiça Luiz Fernando Ferreira Delazari, que respondia pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) desde maio de 2003, teve que afastar-se ontem da função de secretário em cumprimento a uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski Supremo Tribunal Federal (STF).
O Supremo suspendeu o decreto de nomeação de Delazari. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai entrar com recurso contra a medida, no próprio STF. Por enquanto, o diretor-geral da pasta, coronel Rubens Guimarães, responde pela Segurança.
Em nota oficial divulgada na tarde de ontem, Delazari disse que ''em respeito ao Judiciário, a liminar será imediatamente cumprida e o decreto de nomeação, suspenso''. Delazari afirmou ainda na nota que suas decisões à frente da secretaria continuam valendo. ''A decisão liminar não é retroativa, portanto não anula atos pretéritos à frente da Sesp''.
Delazari disse que o governador Roberto Requião (PMDB) já foi informado que ele pediu ''desligamento imediato'' dos quadros Ministério Público (MP) estadual, onde está há cerca de 14 anos. Essa decisão tem como objetivo garantir sua vaga à frente da Sesp, pois a Constituição Federal impede que integrantes do Ministério Público ocupem funções no Executivo, permitindo apenas que exerçam funções de magistério.
A informação que circulava ontem pelo Palácio das Araucárias era que Requião deve assinar novo decreto nomeando Delazari secretário assim que o MP o licencie ou o exonere. O governador voltou a Curitiba no fim da tarde e não comentou oficialmente a situação de Delazari. Ele estava em reunião do Codesul desde domingo, no Mato Grosso do Sul.
Lewandowski deferiu parcialmente uma medida cautelar na Reclamação (RCL) 5185, e suspendeu o decreto estadual 1308/2003, do governo do Paraná, que nomeou o promotor Luiz Fernando Delazari para o cargo de secretário estadual de Segurança Pública. De janeiro a maio de 2003 quem respondeu pela Sesp foi o próprio Requião.
O promotor analisa conceder uma entrevista coletiva nos próximos dias, para explicar sua decisão.


