Palmas (TO) - Uma força-tarefa, composta de 27 procuradores e subprocuradores da República, vai começar a investigar todos os casos de corrupção no País. Uma parte do grupo se integrará ao Ministério Público Federal em Tocantins para avançar nas investigações sobre as fraudes em financiamentos da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Um dos motivos são as ameaças de morte denunciadas pelo procurador da República no Estado, Mário Lúcio de Avelar, que trabalha no caso há quase quatro anos.
A força-tarefa também contará com delegados da Polícia Federal, e três deles já estão em Palmas, onde tratarão exclusivamente nos casos relacionados à Sudam, já que a maior parte dos inquéritos, mesmo de outros Estados, estão tramitando em Tocantins.
Ontem, o diretor-geral da PF, Agílio Monteiro Filho, confirmou que abrirá inquérito para apurar as denúncias de ameaças feitas pelo procurador Avelar. Segundo o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, as ameaças teriam sido reveladas pelo governador de Tocantins, Siqueira Campos, a um desembargador que, por sua vez, repassou ao juiz federal Alderico Rocha Santos, responsável por quase todos os processos envolvendo as fraudes da Sudam. ‘‘Todas as pessoas que estão relacionadas a isso serão convidadas para depor’’, afirmou Monteiro Filho.
A ameaça teria sido revelada na semana passada, quando o fato chegou ao conhecimento do diretor da PF e de Brindeiro. ‘‘Nada vai impedir o prosseguimento das investigações’’, assegurou Brindeiro.

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