Força-tarefa vai analisar contas da pasta
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Folhapress 
Brasília - O Ministério do Trabalho anunciou ontem que as prestações de conta da pasta serão analisadas pela força-tarefa criada após a operação Esopo, da Polícia Federal, que encontrou suspeitas de desvio de verbas do órgão.
Em reunião na Casa Civil na manhã de ontem ficou acertado que "será antecipado concurso público para recompor o quadro de servidores do ministério e que a CGU (Corregedoria Geral da União) realizará treinamento dos técnicos que farão avaliação dos convênios". A força-tarefa contará com ajuda de outros órgãos públicos fiscalizadores.
Segundo a PF, que deflagrou a operação Esopo na semana passada, o IMDC (Instituo Mundial de Desenvolvimento da Cidadania) é parte de um esquema de fraude em licitação, superfaturamento de contratos e desvios de recursos públicos que pode ter movimentado cerca de R$ 400 milhões. De acordo com as investigações, há suspeita de fraude em convênios com o Ministério do Trabalho.
A entidade atuava em 11 Estados e no Distrito Federal. Seu presidente, Deivson Vidal, foi preso e teve carros, dinheiro, joias e helicóptero apreendidos. A operação levou à queda de Paulo Roberto Pinto do posto de secretário-executivo do Trabalho.
Além do ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), participaram da reunião as ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Miriam Belchior (Planejamento).


