Mais três pessoas se entregaram ontem à Polícia Federal em Tocantins, subindo para 16 o número de presos por suspeita de envolvimento nas fraudes na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). A expectativa é que todos os que continuam foragidos se entreguem até hoje, com exceção do empresário Geraldo Pinto da Silva, dono da GPS, um dos principais escritórios que fornecia assessoria a projetos da Sudam. Hoje chegam ao Estado três procuradores da Advocacia Geral da União (AGU) que irão formar uma força-tarefa com o Ministério Público Federal e a PF para tentar chegar aos principais envolvidos nas irregularidades.
Ontem pela manhã se entregaram à PF, em Tocantins, Hilton Ferreira de Campos e Romildo Onofre, que estavam em Goiás. À noite, deveria se apresentar outro acusado. Os procuradores ainda estavam negociando sua rendição. Mas o dia teve apenas dois depoimentos, de Clodoaldo de Abreu Arruda, comerciante de Altamira (PA), e José Carlos da Silva, que fornecia notas fiscais frias para os fraudadores.
Também ontem, Maria Auxiliadora Barra Martins, dona de outra consultoria, foi transferida da cadeia pública de Palmas para a PF, mas seu depoimento foi adiado para sábado. A PF tem apenas uma semana para ouvir os depoimentos dos 16 presos, mas em dois colhidos até agora confirmou a existência de um grande esquema de fraudes na elaboração e execução dos projetos financiados pelo Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (Finam).
Provavelmente ainda esta semana agentes da Polícia Federal vão investigar cerca de 70 empreendimentos em Tocantins, que foram financiados com dinheiro da Sudam. ‘‘Agora vamos ter, definitivamente, a certeza de que grande parte foram fraudados’’, afirmou o procurador da República no Estado, Mário Lúcio Avelar.

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