São Paulo - Uma operação conjunta da Polícia Civil, da Receita Federal e do Ministério Público Federal do Distrito Federal e Territórios prendeu ontem 19 pessoas em São Paulo, Distrito Federal, Goiás e Paraná suspeitas de participarem de uma suposta quadrilha que desviava verbas públicas. Entre os presos está Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB).
A polícia ainda apreendeu 130 computadores, 95 relógios avaliados em cerca de R$ 1 milhão, US$ 200 mil em espécie, além de pedras preciosas e centenas de documentos. Duas das prisões foram em flagrante, por porte ilegal de armas.
Os suspeitos estavam sendo investigados há vários meses por crimes contra administração pública, fraude em licitação, peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
O esquema revelado na Operação Aquarela tinha a participação de instituições financeiras, empresas e organizações não-governamentais, que, segundo a investigação, eram especializadas em lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, as entidades vendiam notas fiscais correspondentes a projetos e serviços que não eram executados. O valor pago por esses serviços seria direcionado aos beneficiários do esquema por meio de saques feitos via cartões corporativos pré-pagos ao portador.
Foram expedidos 40 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão temporária de cinco dias, mas só 19 foram cumpridos. Apenas Oliveira de Souza Júnior ainda não foi preso, mas já foi localizado pela polícia.

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