Força-tarefa encerra atividades
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segunda-feira, 30 de maio de 2005
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A força-tarefa do Ministério Público (MP) encerra hoje as atividades em Londrina com um balanço dos trabalhos iniciados dia 1º de março, que será apresentado pelo procurador-geral do MP do Paraná, Milton Riquelme de Macedo. O grupo formado por seis promotores de Justiça e quatro auditores atuou no ajuizamento e andamento de processos na área de Defesa do Patrimônio Público.
Em três meses de atividade, segundo os promotores divulgaram, foram ajuizadas 21 ações civis públicas por ato de improbidade administrativa, uma ação criminal e uma ação civil pública que contesta a lei municipal 9.699/2004. Esta lei promoveu alterações no código de zoneamento da cidade e dispensou a cessão de 35% do terreno de um empreendimento imobiliário para o município. Nas ações, o MP pede o ressarcimento de mais de R$ 7,4 milhões aos cofres municipais.
Das 21 ações por improbidade administrativa ajuizadas pela força-tarefa, 19 se referem a irregularidades ocorridas na administração do ex-prefeito Antonio Belinati (PP), em seu terceiro mandato. No entendimento do MP, no caso do ex-prefeito, o ato de improbidade administrativa prescreverá no próximo dia 22 de junho, quando completam cinco anos da cassação do seu mandato pela Câmara de Vereadores.
Ao todo, desde que foram iniciadas as investigações de irregularidades na administração de Belinati, em fevereiro de 1999, foram ajuizadas 44 ações civis públicas, 15 criminais e duas medidas cautelares.


