Força-tarefa ajuizou 53 ações em Londrina
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terça-feira, 31 de maio de 2005
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
Dez milhões, setecentos e quatorze mil, oitocentos e noventa e seis reais. Este é o valor que a força-tarefa do Ministério Público (MP), que encerrou ontem as atividades em Londrina, pede que seja devolvido aos cofres municipais em ações ajuizadas em três meses de trabalho. Somente ontem, a força-tarefa ajuizou 25 novas ações (14 civis públicas e 11 criminais).
O procurador-geral de Justiça do Estado do Paraná, Milton Riquelme de Macedo, esteve ontem em Londrina para divulgar o balanço dos trabalhos na primeira força-tarefa criada pela instituição no Estado. De primeiro de março até ontem, os seis promotores que integraram a força-tarefa ajuizaram 40 ações civis públicas e 13 denúncias criminais. Vinte e oito das 40 ações civis e todas as criminais denunciam irregularidades ocorridas na administração do ex-prefeito Antonio Belinati (PP). Estas ações se somam as outras 25 ações civis públicas ajuizadas desde que se iniciaram as investigações do governo do ex-prefeito (1997-2000), em fevereiro de 1999. Essas ações também pedem o ressarcimento ao erário de cerca de R$ 10,8 milhões.
''Considero que o trabalho foi extremamente positivo. Atendeu a expectativa de dar uma dinamizada em razão da falta de colegas. Hoje a situação está normalizada em Londrina. Todos os procedimentos que tinham provas suficientes para uma ação, foram ajuizados'', disse o procurador, salientando que mesmo com o final da força-tarefa, os promotores continuam o trabalho. A corrida contra o tempo é justificada pela proximidade do prazo de prescrição dos atos de improbidade administrativa que tenham ocorrido na gestão de Belinati. O MP trabalha com a tese de que este prazo se encerra no dia 22, quando completam cinco anos da cassação do mandato do ex-prefeito. ''Ainda existem as ações de ressarcimento, que são imprescritíveis'', afirmou Riquelme. ''A ação do MP tem também o aspecto didático para aqueles que trabalham com as verbas públicas'', concluiu Riquelme. Segundo o procurador, a força-tarefa na área de defesa do patrimônio público somente deve voltar a ser formada no segundo semestre em outro município.
Riquelme disse estar confiante no resultado das ações mesmo com a demora no julgamento das ações nenhuma ação do caso AMA-Comurb foi julgada em Londrina. ''A Justiça tarda mas não falha. Tenho certeza absoluta que o resultado das ações serão alcançados.''


