Força Nacional não deve atuar nas eleições
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
Em reunião realizada nesta segunda-feira entre o juiz da 41 Zona Eleitoral, Abelar Baptista Pereira Filho, e representantes da Polícia Militar, foi praticamente descartada a necessidade da presença da Força Nacional durante a realização do ''terceiro turno'' das eleições de Londrina. A pedido dos chefes dos sete cartórios eleitorais de Londrina, Pereira Filho havia encaminhado, na última sexta-feira, ofício ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR) solicitando ''participação da Força Nacional em todos os locais de votação onde ficarão instaladas as urnas eletrônicas''. Segundo apurou a FOLHA, a PM foi pega de surpresa com a informação e contestou a necessidade de presença de tropas federais para garantir a tranquilidade da votação.
A relações públicas interina da PM, tenente Manuella Donatello de Borba, confirmou a realização do encontro com o juiz. ''Ficou acertado que não se necessita de um emprego desse tamanho. Se for preciso, a gente pode requisitar reforço dos batalhões da região - Rolândia e Cornélio Procópio'', afirmou. Segundo a tenente, a logísitica da segurança da votação será elaborada a partir da definição do calendário eleitoral - o que aconteceu na tarde desta terça-feira.
Pereira Filho minimizou ontem a repercussão do ofício e disse que se tratava apenas de uma medida de ''cautela''. Além do item relacionado à segurança, o ofício continha outros 24 pedidos relacionados à organização das eleições.
''Os chefes de cartório nos repassaram essa preocupação da segurança em virtude das manifestações pretéritas e por precaução preferi referendar'', disse. ''Em contato direto com a PM, eles colocaram todo o efetivo à disposição e creio que estão plenamente habilitados. Acho que não será necessário o emprego da Força.'' Apesar da declaração, o juiz disse que não cancelará o pedido. ''Isso fica a critério do TRE'', afirmou.


