São Paulo - O 1º de Maio vai se transformar no mais contundente ato de protesto já realizado contra o presidente Lula e sua política econômica. ''Vamos falar muito duro contra o governo'', anuncia Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, agremiação que reúne 1,8 mil sindicatos e um universo de 16 milhões de trabalhadores. Com o tema ''Mais empregos, menos impostos'', a Força planeja arrastar cerca de 1,7 milhão de pessoas para a festa do Dia do Trabalhador em São Paulo.
''Convidamos o Lula para que ele possa ver um pouco a realidade de perto, mas ele não tem coragem de aceitar'', provoca Paulinho. ''O Lula acha que resolveu os problemas do Brasil, mas a cúpula em volta dele não o deixa ver que a situação é desesperadora, desemprego crescendo, renda em baixa e economia paralisada. A situação do presidente é muito ruim, principalmente depois que ele falou que a culpa dos juros é do povo. Passou dos limites.'' Para ele, no governo Lula os sindicatos enfraqueceram, embora muitos sindicalistas tenham assumido importantes cargos na administração.
Faz parte da estratégia de mobilização da Força atrações que incluem sorteio de 10 carros zero quilômetro, cinco apartamentos e 10 aparelhos de TV. Vão animar a multidão Kelly Key, Roberta Miranda, sertanejos, Severino Cavalcanti, presidente da Câmara, e governadores.

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