O foneticista Ricardo Molina presta depoimento hoje à Comissão de Fiscalização e Controle do Senado sobre o encontro do ex-presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no Ministério Público. A base governista no Congresso já montou uma estratégia para tentar constranger ACM. Encarregado de elaborar um laudo pericial da fita com a conversa do senador com procuradores, Molina vai tornar público o áudio da gravação na qual o pefelista teria admitido possuir a lista dos votos da sessão secreta que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF).
‘‘Essa fita vai contribuir para desmascarar ACM já que ele apresentou várias versões sobre o encontro com os três procuradores – Luiz Francisco de Souza, Guilherme Schelb e Eliane Torelly’’, disse o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), que faz parte da comissão. Segundo Renan, Antonio Carlos disse, logo após a revista ‘‘Istoɒ’ ter publicado reportagem sobre a reunião no MP, que participou do encontro apenas para tratar da Lei da Mordaça para o MP.
‘‘Mas num segundo momento, o senador afirmou que a reportagem da IstoÉ – que reproduziu os diálogos entre ACM e os procuradores – não passava de uma montagem’’, acrescentou o senador. ‘‘Agora, vamos fazer o que for preciso para não deixar nenhuma dúvida sobre o que ocorreu.’’

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