Brasília- O Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome divulgou ontem uma estimativa na qual se prevê que serão gastos, até o fim do ano, R$ 600 milhões para que seja alcançada a meta de mais de 1 milhão de famílias beneficiadas pelo Programa Cartão Alimentação (PCA) do governo.
Segundo balanço divulgado ontem, 298.267 famílias pobres de 377 municípios da região do semi-árido recebem 50 reais mensais.
Conforme previsão do governo, famílias de outras regiões, como do Vale do Ribeira (SP), serão incluídas no PCA até setembro, conforme o secretário do Programa Comunidade Solidária, José Giacomo Baccarin.
Até o fim do ano, 1.700 cidades farão parte do programa. Pela sistemática do ministério, são capacitados os municípios com a formação de comitês gestores que fiscalizam o PCA e cadastram as pessoas contempladas. Em seguida, são efetuados os pagamentos.
De acordo com balanço de agosto do Fome Zero, há 1.237 municípios capacitados, embora o pagamento do benefício esteja ocorrendo em 377 cidades. Há essa diferença, uma vez que, nos demais 860 municípios, o processo de capacitação ainda está em curso. Segundo Baccarin, a meta de 1 mil cidades capacitadas foi superada.
Ele estabeleceu um cenário otimista para o Fome Zero, principal bandeira social do governo Lula, e negou que esteja atrasado o pagamento dos professores e alunos de um outro projeto do ministério, o programa de alfabetização de adultos.

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