Uma comissão de lideranças do Movimento pela Legalidade foi recebida ontem pela direção da Folha. O grupo informou que tentou, mas não conseguiu ser ouvido por representantes de outros órgãos de comunicação. Durante cerca de 20 minutos, a comissão apresentou as propostas do movimento ao presidente do Conselho de Administração, João Milanez, ao diretor de Redação, João Arruda e ao editor de Política, Egidio Brizola.
‘‘Não há necessidade dessa Inquisição, que traz um prejuízo, um linchamento moral. Que os promotores apresentem as provas de uma só vez e que o prefeito tenha acesso ao processo, que se estabeleça a legalidade e não a imparcialidade’’, defendeu Antônio Carlos Sherlorsk, um dos líderes. Ele é assessor na Sercomtel, onde ocupa cargo comissionado.
‘‘Estão querendo crucificar o Belinati, mas a Justiça não julgou ainda. Sabemos que quem deve precisa pagar, mas estamos vendo que isso é uma campanha política’’, completou Paulo Durval da Silva, o ‘‘Paulão’’. Presidente da Associação dos Funcionários do Terminal Rodoviário e diretor do Grêmio dos Operários da Prefeitura de Londrina, Paulão carregou Belinati nos braços quando o Tribunal de Justiça barrou a Comissão Processante contra o então prefeito, em março.
‘‘Será que o prefeito fez tudo isso? A gente quer é que prove. Vamos crucificar quem pôs a mão no dinheiro porque nós estamos vendo gente que está sendo protegida, apesar de ter pego dinheiro e confessado’’, alegou o presidente da Associação dos Sem-Teto de Londrina, José Ricardo da Silva, outra presença constante em manifestações pró-Belinati.

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