A denúncia de irregularidades na formação da Tradener foi dada com exclusividade pela Folha, há pouco mais de um mês. Na época, o jornal teve acesso a um dossiê que apontava falhas na maneira como a diretoria da Copel encaminhou o processo de formação da empresa, que movimenta milhões de reais intermediando a comercialização de energia.
A Copel entrou no negócio como acionista majoritária, mas após sucessivas alterações de contrato, passou a ser minoritária. Sem concorrência foi permitida a entrada da empresa DGW Participações, do empresário Donato Gulin. O Sindicato dos Engenheiros do Paraná, avalia que pode ter ocorrido beneficiamento político, pois Gulin é aliado do governador Jaime Lerner.
O presidente da Copel, Ingo Hubert, tem defendido a formação da Tradener, dizendo que ela atendeu aos requisitos legais. (C.M.)

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