Folha mostra patrimônio dos candidatos
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segunda-feira, 22 de julho de 2002
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A maioria dos candidatos ao governo do Paraná é dona de um considerável patrimônio financeiro. O poder econômico de cada um dos postulantes ao Palácio Iguaçu pode ser conferido nas relações de bens encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE), como manda a legislação. Pelo menos quatro dos 12 candidatos postos são bastante abastados. Têm seus patrimônios na casa dos milhões de reais.
A Folha teve acesso à relação completa dos bens declarados, autorizada pelo presidente do TRE, desembargador Gil Trotta Telles, em resposta à solicitação por escrito feita pelo jornal. Essas informações fazem parte dos documentos que precisam ser entregues à Justiça Eleitoral, para o registro das candidaturas. O volume de bens declarados pode não refletir necessariamente a realidade. Na prática, o patrimônio de alguns candidatos pode ser bem maior.
O total de bens declarados varia de R$ 4,3 milhões no caso do candidato do PSC e ex-secretário de Estado da Fazenda Giovani Gionédis a R$ 37,4 mil, em nome de Severino Nunes de Araújo, candidato pelo PSB. Entre os bens mais comuns dos candidatos estão casas, apartamentos em diferentes cidades do País, imóveis comerciais, automóveis, terras, linhas telefônicas, ações, aplicações financeiras, cadernetas de poupança, obras de arte e títulos de clubes.
Do total declarado por exemplo pelo senador Alvaro Dias (PDT) R$ 3,8 milhões , R$ 2,85 milhões referem-se a lotes de terras, adquiridos por doação de seu pai, Silvino Dias. Fazem parte de seu patrimônio ainda um apartamento de luxo em Curitiba, no valor de R$ 173 mil, e outro apartamento flat em Brasília, no valor de R$ 140 mil. Alvaro possui ainda uma fazenda em Porecatu (85 quilômetros ao norte de Londrina), no valor de R$ 450 mil.
Giovani Gionédis tem R$ 89,2 mil somente em obras de arte. Sua lista de bens é uma das mais extensas encaminhadas ao TRE. Gionédis tem ainda casas e apartamentos declarados, automóveis, lotes de terrenos, ações, aplicações financeiras e uma BMW 2002, avaliada em R$ 105 mil.
O senador Roberto Requião (PMDB) diz ter R$ 654.913 em bens. O senador, que concorre pelo PMDB ao governo, declarou quadros e esculturas de diversos artistas.
A relação de bens do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, o candidato do PSDB é de R$ 1,2 milhão. Beto relaciona, entre seus bens, apartamento de 185 metros quadrados em Caiobá (no litoral do Estado), que vale R$ 90 mil.
O petista Padre Roque Zimmermann, cujo patrimônio foi estimado em R$ 254,8 mil, possui terrenos, apartamento em Brasília e veículos. Entre os carros de Padre Roque estão um Santana ano 2001, que vale R$ 27,5 mil, e um Fusca ano 1984, no valor de R$ 3 mil. Padre Roque fez também aplicações em fundos de renda fixa.
Rubens Bueno é dono de um patrimônio de R$ 738,6 mil. O deputado federal declarou, entre outros bens, apartamento em Matinhos, no Litoral paranaense, e apartamento em Brasília.
Dentre os nanicos, o juiz aposentado e empresário Jamil Nakad é o mais rico. Nakad, candidato do PRTB, tem em seu nome bens avaliados em R$ 1,2 milhão. A Folha não inclui a relação de bens de Benedito da Silva, do PMN, porque a sua candidatura ainda está sendo avaliada pela Justiça Eleitoral.


