Curitiba - O deputado Plauto Miró Guimarães (PFL) questionou Lygia Pupatto sobre salários superiores a R$ 11 mil, que seriam pagos a servidores do Departamento de Veterinária e que estariam acima do teto permitido por lei.
A reitora informou que, recentemente, foi realizada uma auditoria na folha de pagamento da universidade, confrontando os salários com a legislação, e nenhuma irregularidade foi encontrada.
''Desde que assumimos temos procurado conduzir a administração de forma a demonstrar transparência e compromisso com o dinheiro público'', declarou Lygia, lembrando que, desde 2002, o orçamento da UEL está disponível na internet para quem quiser conferir. Disse, também, que instalou duas auditorias internas, o que resultou na instauração de 45 processos disciplinares, dos quais 33 foram concluídos e 12 estão em andamento. Também foram abertas 29 sindicâncias, sendo que sete deles ainda estão pendentes.
Como consequência desse trabalho, três docentes, 16 técnicos e um aluno foram absolvidos; sete técnicos e dois docentes receberam advertência; um professor e cinco técnicos receberam repreensão; dois docentes, dois técnicos e dois alunos foram suspensos; e sete técnicos foram dispensados. Os relatórios dos procedimentos internos, segundo a reitora, foram encaminhados ao Ministério Público (MP) estadual.
Ao deixar o Plenarinho, Lygia Pupatto que chegou a se indignar com o envolvimento da UEL na CPI, amenizou o discurso. Disse que espera que o diagnóstico da CPI possa ajudar a resolver a falta de recursos das universidades.
Seis funcionários da UEL foram convocados pela CPI, três deles não compareceram: a presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sinsaúde), Ana Maria Cruz, o funcionário do Centro de Ciências Biológicas, Manoel Carvalho Paiva e o representante do Diretório Central Estudantil (DCE), Rafael Rodrigues da Silva. (A.L.)

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