Brasília O deputado Roberto Brant (PFL-MG) afirma que a Câmara precisa definir melhor o que é quebra de decoro. ''Sei que infração à legislação eleitoral não é quebra de decoro''. Brant diz ainda que divergências ideológicas não devem servir de justificativa para que alguém seja julgado e cassado. ''É preciso separar o bom do mau''.
AGÊNCIA ESTADO - Como o senhor viu a sua absolvição e a do deputado Professor Luizinho?
ROBERTO BRANT - O Professor Luizinho é um homem de bem. Foi feita justiça. Quanto a mim, acho que contribuí para evitar que os processos de cassação de mandato sejam banalizados. Nenhum Congresso do mundo faz cassações em massa.
AE - Para o senhor, o que é quebra de decoro parlamentar?
BRANT - É o que desonra o mandato, tráfico de drogas, assassinato, roubo. Temos de definir melhor o que é. Mas acho que infração à legislação eleitoral não é quebra do decoro parlamentar.
AE - Como o senhor vê o futuro dos 9 outros acusados?
BRANT - Cada caso é um caso. Eu vou ler todos os processos e vou votar a partir das conclusões que tirar. Acho que o homem de bem não pode estar na mesma vala do que não é de bem. O homem de bem incluo o Professor Luizinho aí tem de merecer tratamento especial.
AE - Qual o seu futuro? O senhor vai se candidatar?
BRANT - Minha intenção é não mais me candidatar. Fui absolvido pelo plenário, mas vejo aqui que setores da sociedade não aceitam a decisão.

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