'Foi armação do PSDB', afirma Cito
O ex-secretário de Governo e coordenador da campanha do PDT em Londrina, Marco Antonio Cito, negou que tenha oferecido dinheiro para o vereador Amauri Cardoso (PSDB). Na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), aparentando apreensão, antes de ser encaminhado para a Penitenciária Estadual de Londrina, ele afirmou ter sido procurado pelo empresário Ludovico Bonato, a pedido do vereador. ''Ele (Bonato) disse que o Amauri queria conversar, queria votar conosco e como estou na coordenação da campanha, isso me pareceu normal.''
Cito confirmou dois encontros com Cardoso na segunda-feira. ''Naquele momento ele já queria o dinheiro e eu disse que não era esse o assunto'', afirmou. O ex-secretário disse que Cardoso teria tentado se aproximar da administração porque estaria se sentindo mal no PSDB. ''Foi uma armação do PSDB em dia de votação para querer me pegar.''
O ex-secretário alegou que conheceu Bonato ''há cerca de uma semana'', contudo, isentou o empresário dizendo que ele também foi usado pelo PSDB. Cito negou, ainda, que Bonato pertença ao PDT, apesar da proximidade dele com o prefeito Barbosa Neto. O empresário teria dito aos promotores no Gaeco que mantém um relacionamento de amizade com o chefe do Executivo municipal.
Sobre o pagamento feito ao vereador, Cito informou desconhecer a origem do dinheiro. ''Comigo não foi pego um centavo.'' Como argumento, o ex-secretário afirmou que não teria interesse algum no pagamento da propina porque ''tínhamos, pelo nosso trabalho, votos suficientes (para arquivar a CP)''.
Ele justificou a presença na prefeitura, onde foi preso, afirmando que estava participando de uma reunião ''passando informações sobre a minha função anterior'' aos servidores que trabalham na secretaria de Governo. Cito deixou a pasta há 15 dias, assumindo na ocasião o secretário Rogério Lopes Otega. (E.F.)





