Flávio Arns é vice de Beto; Fruet e Barros ao Senado
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segunda-feira, 05 de julho de 2010
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O senador Flávio Arns (PSDB) foi lançado ontem candidato a vice-governador do Estado na chapa encabeçada por Beto Richa (PSDB). O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB) também foi lançado candidato ao Senado. O deputado federal Ricardo Barros, presidente do PP no Paraná, permanece na chapa como o outro postulante a uma vaga ao Senado. O anúncio oficial ocorreu no início da noite de ontem, durante uma entrevista à imprensa convocada pela direção da legenda. Na disputa majoritária, além do PP, os tucanos confirmaram a aliança com o PSB, PTB, PMN, PSDC, PHS, PSL, PTN e PRP. Eles ainda aguardavam uma decisão final do DEM e do PPS. A expectativa era que a aliança proporcionasse a Beto cerca de 10 minutos de tempo de TV. ''Foi uma decisão rápida, mas acertada. É uma chapa forte, com lideranças já testadas e aprovadas tanto na vida pública quanto eleitoralmente'', afirmou Beto.
A chapa de cabeça tucana foi montada no último dia previsto, no calendário eleitoral, para a escolha dos candidatos. Até anteontem, os tucanos ainda aguardavam uma decisão do senador Osmar Dias (PDT), convidado a participar da chapa tucana como candidato ao Senado. Mas, reunido com Carlos Lupi (presidente nacional do PDT) no noite de terça-feira, Osmar optou pela aliança com PT e PMDB. ''Ele acenou com a possibilidade de estar conosco. Mas ele deve ter suas razões. Para mim, não muda nada'', iniciou Beto. Em outro momento, o tucano falou em ''coerência''. ''Eu tenho a minha linha, a minha coerência. Os eleitores não se assustam comigo. Sou um político previsível'', alfinetou ele.
Quando perguntado sobre como seria disputar a eleição com alguém tão próximo, já que os tucanos contavam com Osmar como possível aliado até o último momento, Beto respondeu que tal situação ''faz parte das questões políticas'': ''Vou fazer uma campanha limpa. Não vou atacar meus adversários, não faz meu estilo''.
Beto preferiu não entrar na polêmica em torno da aliança com o PP, já que Gustavo Fruet e Flávio Arns lideraram a ala tucana inconformada com a união com a sigla de Ricardo Barros, que hoje integra a base aliada do governo federal petista. ''Aquele que pensa que vai vencer sozinho, se engana. O Ricardo Barros contribuiu com seu plano de governo, que está sendo incorporado ao nosso'', disse Beto. Arns e Fruet, presentes na entrevista, não se manifestaram sobre o tema. Já Ricardo Barros, no final da entrevista, reforçou que foi líder no governo FHC e que o PP nacional teve ''habilidade e inteligência'' para liberar as coligações estaduais.
Flávio Arns, embora ex-petista, também reforçou suas ''raízes'' tucanas. Ele mencionou seu trabalho na gestão José Richa no governo do Paraná e mencionou o fato de ter sido professor do Beto no ensino médio. O senador também rebateu ao ser questionado sobre se o cargo de vice-governador do Estado não seria uma espécie de retrocesso na carreira política. ''O vice pode atuar ou não, mas eu estou com toda a disposição para ajudar o Beto'', respondeu ele. Beto também reforçou que o papel do vice não seria ''decorativo''.
Sobre Alvaro Dias, Beto afirma que as divergências estão superadas e que até acredita no apoio do correligionário à chapa tucana, mesmo vendo seu irmão no palanque oposto: ''Tivemos sim pequenas divergências, mas não sou de guardar mágoas. Alvaro está conosco''.


