Fora de Piraquara, Amato diz que situação é boa e negocia, por telefone, venda e preço de droga. ‘‘Está tudo bem, graças a Deus’’, diz traficante
Arquivo FolhaFernandinho Beira-Mar, traficante carioca: negócios no ParanáJaime Amato telefona a cobrar para Reginaldo Pinheiro, um dos integrantes do grupo que mora em Piraquara, na casa de Amato, no bairro Fazendinha. Na ligação telefônica, Amato não deixa pistas de onde está, mas diz que está tudo bem, ‘‘graças a Deus’’. Enquanto conversa com Reginaldo, Amato assiste a um jogo do Corinthians. No telefonema, Reginaldo pergunta de Aquiles Prestes, mas Amato conta que ele está indo para Piraquara. Na conversa com Reginaldo, Amato quer saber sobre a venda de droga para um cliente e fala em valores que chegam a R$ 16 mil.
Jaime AmatoAlô, Regi?
Reginaldo PinheiroFala Jaime aí, belezinha? Deitei agora. É o seguinte, falei com o filho dele. Vai querer três.
AmatoTrês?
ReginaldoFalei o preço. Cinco e vinte...
AmatoCinco e duzentos.
ReginaldoCinco e duzentos. Ele falou que quer três. Tá? Disse que ia comprar segunda-feira e ele já tá com o dinheiro. Paga à vistinha.
AmatoTudo bem então. Vai ter que dar 15 mil e 900. Não. Tem que dar 16 mil. Quatrocentos que está devendo mais os 15 mil e 600.
ReginaldoComo é que tá aí?
AmatoTudo bem, graças a Deus.
ReginaldoO Aquiles tá dormindo?
AmatoAquiles? Tá indo para aí. Mandei ele ver o muro aí.
ReginaldoEle já tá viajando? Não quis ficar mesmo aí?
AmatoNão, fui eu que mandei ele ir embora.
ReginaldoAmanhã cedo, ele está aqui.
AmatoProvavelmente, depende a hora que ele for.
ReginaldoTá chovendo aí? Aqui tá.
AmatoAqui não. Tô vendo aqui o jogo do Corinthians e o ....Então tá; então abração.
ReginaldoTchau.

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