FITA 1 - Alessandro e Amato
Além de tráfico de drogas, ação contava com clonagem de telefone celular
Neste trecho, Alessandro, conhecido por Sandro ou João, telefona para Jaime Amato. Eles falam sobre um carregamento de droga (adubo da terra) que seria jogado de um avião. Em seguida, falam sobre a clonagem de telefones celulares, prática que eles adotaram para despistar. No final da conversa, os dois falam da necessidade de comprar uma caminhonete para melhor transportar a droga. Alessandro Santos é um dos traficantes da quadrilha que fica em Caieiras (SP). Ele foi preso há três meses.
Jaime AmatoAlô? E aí rapaz?
Alessandro SantosComo está?
AmatoBeleza pura.
AlessandroJá peguei um telefone aqui para você. Seguinte, ontem eu falei para nosso amigo lá. E ele disse para fazer uma operação na sede do (inaudível). Lá dá, né? Dependendo do que ele joga, né?
AmatoExato.
AlessandroO Wagner não tem condição. O Wagner seguiu até a placa do carro. Só tá esperando a gente voltar lá.
AmatoQuem pegou?
AlessandroUm pessoal lá, esperando nós voltar lá.
AmatoQue é isso?
AlessandroConversando com o Aroldo, ele disse que é o seguinte. Ele ia mandar o máximo que podia mandar para jogar rápido lá, o adubo na terra. Três a quatro saco de adubo. Aí é rápido. É uma passada só.
AmatoOK. Eu vou ligar para ele, então. Ver o que ele fala...
AlessandroO Aroldo falou que é o seguinte. Ou amanhã, que é segunda, ou terça, estouradamente. Dois dia bom.
AmatoExato.
AlessandroLiga para ele para ver o que ele fala de ir com você. Aí você me retorna a ligação. Eu vou tá com o telefone ligado. Anote aí.
AmatoPera aí. Tem um papel para anotar aí o recado? (pede para alguém na casa)
Alessandro9685-2989. Tá certo? O 9900, eu tô com ele. Tô falando dele. Se lembra aquele telefone que eu te dei, que tocava bem baixinho?
AmatoSei, mas não me lembro mais do número.
AlessandroO aparelho é o mesmo que eu mandei pôr. Entendeu? Toca baixinho.
AmatoTudo bem, então.
AlessandroSe você tiver um monte de aparelho que você não usa, você traz para mim mandar botá clone.
AmatoIh! Eu tenho uma porrada.
AlessandroEntão traga, meu filho. Que vou mandar tudo botá clone nele.
AmatoTá certo
AlessandroO problema é que tá demorando, por causa disso aí. Eu já tinha dado pro cara o negócio. Dez aparelho. Ele falou que até o final de semana iria me arrumar quatro ou cinco. Aí já melhora.
AmatoTudo bem.
AlessandroEntão o que você tiver, pode trazer que ele põe na hora. Outra coisa que ia te falar: você tendo a resposta, você liga aqui?
AmatoAssim que eu tiver a resposta, eu ligo aí.
AlessandroAí eu vou saber se vai trabalhar amanhã ou terça-feira.
AmatoFalô.
AlessandroAh, você falou numa F-1000, não sei o quê?
AmatoIsso.
AlessandroMas ele não tocou no assunto disso aí não.
AmatoÉ que se tivesse uma F-1000 seria bom.
AlessandroSe tem uma F-1000 para mandar?
AmatoIsso. Porque aí dava para fazer as duas operações, entendeu?
AlessandroÓ, isso aí é o de menos. Porque tem ali uma bonita, Jaime. Bonita, bonita, mesmo.
AmatoMas o bom mesmo era trocar em mercadoria e não em dinheiro.
AlessandroIsso que é o problema. Não, mas isso aí é o de menos ao mesmo tempo. É que os cara querem esses carros aqui que é caro. Quem tem não quer vender.
AmatoExato
AlessandroVocê pode olhar que nas agências; é difícil de ver. Quando vê uma, vê zoada ou então não é diesel. É gasolina. Mas tem umas arrumadas, que meu Deus! Tem que ser daquele ano para baixo. Essa que eu vi é 89. Amarela. Mas é bonitona. Tem até a capotinha traseira.
AmatoEu vou falar com ele
AlessandroQualquer coisa manda dar um (inaudível). E o caminhão pode mandar buscar.
AmatoTá. Tchau, tchau.





