Representantes de órgãos de fiscalização ambiental em Londrina foram unânimes ontem à tarde em afirmar que desconheciam quaisquer irregularidades cometidas pela Sanepar no Lago Igapó 2.
  O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ney Paulo, ainda ressalvou que a Sanepar tem feito hoje ‘‘um belo trabalho em Londrina’’, não sem antes ter sido multada, no final do ano passado, em R$ 4 milhões. ‘‘Autuamos a empresa por poluição e vazamento de esgoto, e desde então melhorou muita coisa’’, disse. O chefe do IAP garantiu que verificaria hoje se há algum problema no Igapó, mas dividiu a responsabilidade com a Secretaria Municipal de Fazenda.
  ‘‘Vamos apurar, até porque eu não sabia dessa denúncia. Sem ninguém denunciar fica difícil, pois nossos fiscais vêem a irregularidade in loco ou casualmente’’, admitiu o secretário Wilson Sella, da Fazenda. ‘‘Se for preciso um termo de ajustamento de conduta, faremos’’, adiantou.
  Pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), o secretário Cleidival Fruzeri também analisaria hoje a situação e as providências a serem tomadas. ‘‘A Sema nem foi consultada para essa obra; nem sei se ela foi concluída’’, comentou, ressalvando que o Igapó 2 também é incumbência da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
  À noite, o presidente da Companhia, Gabriel Ribeiro de Campos, informou que, como os demais, soube da denúncia pela reportagem. Campos prometeu colocar fiscais no lago ainda nesta manhã para, junto com a Sema, efetuar as notificações que forem necessárias. ‘‘A extensão do problema vai determinar o tipo de providência’’, avisou. Conforme o presidente da CMTU, novas fiscalizações devem ser facilitadas com as medidas tomadas semana passada. ‘‘Pedimos um cronograma das substituições do encanamento, é obrigação deles. Se tivermos de pedir mudanças, vamos pedir’’, concluiu Campos. (J.G.)

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