FISCALIZAÇÃO - TC vai apurar verba de representação na AL
A 5ª Inspetoria de Controle Externo do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, responsável pela fiscalização dos gastos da Assembleia Legislativa (AL), vai adotar os procedimentos de controle sobre a verba de representação que o presidente da AL recebe: R$ 20 mil. Assim, Valdir Rossoni (PSDB) recebe mensalmente R$ 40 mil, valor que extrapola o teto remuneratório de um servidor ou agente público estabelecido pela emenda constitucional 19/1998, que é de R$ 26.723,13 (salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal).
A gratificação ao presidente da AL vem sendo paga pacificamente desde 1992, quando o então chefe do Legislativo, Aníbal Khury, a instituiu. A assessoria de imprensa do TC justificou a falta de qualquer medida contra a flagrante ilegalidade na AL afirmando que os dados da verba de representação foram omitidos ao longo dos anos. Nas informações financeiras da ALEP não foram constatadas informações de qualidade que pudessem ter segregados os pagamentos, inclusive dos subsídios de deputados. As informações financeiras era agrupadas por gêneros de despesas (ativos, comissionados, subsídios, etc) e sem a discriminação por espécie, informou a assessoria. Nem no Portal da Transparência da AL hoje encontram-se informações com qualidade.
Além disso, o TC sustenta que tem constantemente alertado a administração pública sobre a questão da incidência de teto remuneratório. No último relatório preliminar encaminhado à AL, em função dos atos de aposentadorias que foram encaminhados ao TC, consta expressamente a necessidade de serem observados os limites constitucionais de remuneração dos servidores públicos, ativos ou inativos.
● É o órgão do Poder Legislativo composto por 54 deputados; nasceu com a instalação da Assembleia Provincial em 1854
● O deputado estadual irá devolver R$ 160 mil aos cofres públicos recebidos irregularmente este ano e afirmou que irá pedir a revogação do benefício





