Os auditores fiscais da Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT) decidiram ontem em assembléia aderir à greve dos servidores públicos federais. Eles juntam-se aos servidores técnico-administrativos da DRT, que já paralisaram as atividades.
De acordo com o diretor da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho no Paraná, Luiz Felipe Bergmann, o serviço interno está suspenso desde ontem. Ficam paralisados o plantão de informações, as homologações de carteiras de trabalho e as mediações entre patrões, sindicatos e empregadores. ''Só manteremos as fiscalizações, intensificadas em determinadas áreas.'' Durante o período de greve, os 149 auditores fiscais do Paraná devem visitar empresas que mantêm empregados temporários, montadoras e shoppings. ''Há muitas irregularidades que não temos tempo de investigar por causa da quantidade de trabalho'', afirmou Bergmann. Com a greve dos servidores técnico-administrativos da DRT, iniciada há uma semana, já estavam prejudicadas a emissão de carteiras de trabalho e a concessão do seguro-desemprego.
Na segunda-feira, os servidores técnico-administrativos do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) fazem assembléia para definir se aderem ou não à paralisação. Já pararam as atividades na semana passada, os engenheiros agrônomos do instituto, responsáveis pela vistoria e avaliação de fazendas para reforma agrária. Os servidores federais pedem 75,48% de reajuste salarial.
Estaduais
Os servidores estaduais devem começar a realizar assembléias na próxima semana. Os sindicatos de várias categorias vão votar a adesão à greve geral do funcionalismo público estadual, prevista para o dia 17 de setembro. Na última quinta-feira, os sindicalistas promoveram uma passeata até o Palácio Iguaçu. Não houve acordo na reunião com representantes do governo. Os servidores pedem reajuste salarial de 50,03%.

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