São Paulo - Investigadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as gráficas que foram alvo de busca e apreensão são pequenas e despertavam a desconfiança de vizinhos. A reportagem esteve nos endereços da Rede Seg e Focal Confecção e Comunicação Visual. Também visitou a sede da VTPB, na Casa Verde. Todas as gráficas, que receberam entre R$ 6 milhões e R$ 24 milhões da chapa de Dilma e Temer, funcionam em pequenos imóveis. As três estavam fechadas nessa terça (27).
De acordo com vizinhos da Rede Seg, que não quiseram se identificar, a sede onde foi feita a operação nunca serviu para grande produção de conteúdo, e era usada como central de distribuição de materiais de campanha em 2014. De acordo com eles, a maioria dos adereços eleitorais, seria de campanhas de deputados do PT, não da chapa presidencial. Atualmente, dizem, o prédio tem uma funcionária e uma máquina grande, que faz pedidos especiais. A VTPB também não possui equipamentos de gráfica, sendo usada para armazenamento. Já as sedes da Focal, que recebeu R$ 24 milhões, foram fechadas. No terreno original, em São Bernardo do Campo, onde a empresa funcionava em 2014, já não há nada. Na nova, um sobrado em uma rua pacata do Ipiranga que teria aberto e fechado em 2016, placas de "aluga-se" estão penduradas no imóvel. Vizinhos afirmam se tratar de empresa pequena, com "dois ou três funcionários".

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