São Paulo O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nelson Jobim, afirmou ontem que as pesquisas eleitorais e o modelo de financiamento das campanhas são os principais dilemas éticos da democracia brasileira. Ele ressaltou que tais problemas ainda não foram colocados ''sobre a mesa'' com transparência para o debate e que a sociedade precisa encontrar saídas visando a proteção do próprio cidadão.
As declarações de Jobim foram dadas feitas na Escola de Administração Fazendária, durante o Painel ''Eleições e Transição de Governo'', dentro do ''Seminário Internacional: A Ética como instrumento de Gestão''. Participaram do encontro, especialistas nacionais e estrangeiros e representantes de organismos internacionais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Organizações das Nações Unidas (ONU).
''Com a pesquisa eleitoral, nós sabemos que os eleitores começam a tomar decisões. Aí perguntamos: Protege-se a vontade e a decisão do eleitor, no sentido de ser informado da potencialidade de seus candidatos para a partir daí tomar decisões? Ou se protege os interesses dos candidatos para o resultado das eleições? Quem nós privilegiamos? Isto não é um problema jurídico, é um problema ético'', comentou o presidente do TSE.
O senador Sebastião Rocha (PDT-AP) anunciou ontem que, após as eleições de outubro, apresentará requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar os institutos de pesquisa eleitoral.

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