Financiamento de R$ 9 mi é aprovado na Câmara
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terça-feira, 20 de setembro de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
A votação do projeto de lei do Executivo que autoriza à Prefeitura contrair financiamento superior a R$ 9 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), via União, esquentou o clima na Câmara de Vereadores. A aprovação, por 10 votos a oito, foi ora vaiada e ora aplaudida pelas galerias lotadas.
Os recursos devem ser empregados na execução do Programa Nacional de Apoio à Gestão Administrativa e Fiscal dos Municípios Brasileiros (PNAFM). Conforme a explicação da administração municipal, os serviços serão modernizados com a informatização e a integração entre as secretarias, bem como o prédio da prefeitura passará por reformas nos primeiro e segundo pisos. Pelo convênio firmado, caberá ao Município uma contrapartida de 30% do valor total, o que corresponderá a pouco mais de R$ 270 mil.
A votação nominal foi acompanhada por vaias e gritos de ''mensalão'' e ''caixa 2'', conforme a posição de cada parlamentar. A surpresa ficou por conta da vereadora Maria Ângela Santini, líder do PT na Casa e um dos oito votos contrários ao projeto. Ela negou ter sofrido pressão das bases para mudar de opinião (votou a favor no primeiro turno, dia 30), mas admitiu que a decisão veio de conversas com eleitores. ''Consultei essas pessoas e senti que este ano não é o momento de contrair um empréstimo desse valor. Existem outras prioridades'', disse. O líder do prefeito, Lourival Germano, entendeu a atitude da colega como ''a de uma servidora'', mas estranhou que, em quase um ano de Legislatura, tenha se manifestado diferentemente pela primeira vez. Em seguida, defendeu o projeto aprovado. ''Esse dinheiro é específico e somente 30 prefeituras estão aptas a recebê-lo. O prédio está horrível e também precisa ser informatizado'', destacou.
Para Germano, a proposta de financiamento não entra em choque com a falta de dinheiro em caixa alegada pelo Executivo para descartar a repoisção salarial aos servidores municipais. ''É preciso a administração ser mais flexível nas negociações'', considerou.
O presidente da Câmara, Orlando Bonilha (PL), justificou o voto favorável e disse não compreender o protesto de servidores e sindicalistas contra a medida. ''Isso vai melhorar as condições de trabalho deles'', argumentou.


