O governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL), candidato à reeleição pela coligação Paraná Segue em Frente (PFL/PTB/PPB), não conta nesta eleição com os dois maiores financiadores de sua primeira campanha ao governo, há quatro anos. Dos 198 colaboradores financeiros de Lerner em 94, a Refripar e a Inepar S/A foram responsáveis por 14% do total doado, que foi de R$ 6 milhões, em valores atualizados.
Neste ano, por motivos diferentes, as duas empresas não destinarão nenhum centavo à campanha pela reeleição do governador. A Refripar, que entre julho e setembro de 94 doou 504.250 Ufirs à campanha - valor hoje equivalente a R$ 484.634,57 -, não existe mais. A empresa foi vendida há dois anos para a multinacional sueca Electrolux. Segundo a gerente de Marketing da Electrolux do Brasil, Charlotte Ericsson, a multinacional não se envolve diretamente nas questões políticas dos países em que está instalada.
‘‘A Refripar era uma empresa familiar paranaense e tinha vínculos com grupos políticos locais. Depois que a Electrolux comprou a Refripar, esses vínculos deixaram de existir’’, disse Charlotte.
Já a Inepar S/A destinou, somente em outubro de 94, 14 cheques que totalizaram 380.469,28 Ufirs - R$ 365.669,02 em valores atuais. O grupo continua paranaense, mas não ajudará na campanha para a reeleição de Lerner. O gerente de Comunicação da Inepar, Marcelo Catani, informou que a empresa mudou sua visão estratégica nos últimos quatro anos e decidiu não apoiar nenhuma candidatura em 98 - nem ao Executivo nem ao Legislativo. A reportagem procurou a coordenação da campanha da coligação Paraná Segue em Frente para comentar a perda dos principais financiadores de Lerner em 94, mas não recebeu resposta até o início da noite de ontem.

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