Finalmente, Palácio Iguaçu deve ser entregue em outubro
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domingo, 04 de setembro de 2011
Luciana Cristo Equipe da Folha 
O retorno das atividades do governo do Estado no Palácio Iguaçu foi adiado mais uma vez. A expectativa é que o prédio esteja pronto para ser ocupado em outubro pela governadoria, vice-governadoria, assessoria de comunicação social, Casa Civil e Casa Militar. Até agora, as obras de reparo e restauração da sede oficial do governo paranaense já custaram mas de R$ 34 milhões aos cofres públicos.
De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, as obras estão praticamente concluídas. ''Falta pouca coisa nas laterais do prédio e terminar a Casa da Guarda, responsável pela segurança'', diz ele. Mas ainda é preciso dar conta de toda a compra e entrega do mobiliário, de responsabilidade da Casa Civil.
Richa Filho responsabiliza a gestão anterior, de Roberto Requião e Orlando Pessuti (PMDB), pela demora na entrega da obra. ''Faltou um melhor planejamento quando a obra começou. Não foi prevista uma área para funcionários terceirizados, por exemplo, e havia falhas na parte elétrica, que não permitia a instalação de computadores ou o refrigeramento necessário para aparelhos de última geração. No nosso entendimento, esses detalhes são básicos e é inconcebível que não estivesse estruturado no projeto original'', afirma o secretário.
A reinauguração do Palácio Iguaçu - promovida por Pessuti em dezembro - teria causado danos que tiveram que ser reparados, de acordo com informações de Richa Filho. ''Os pesados aparelhos de som colocados lá dentro danificaram o piso. O material dourado da porta de entrada, em pouco tempo, já estava oxidado, o que demonstra desgaste precoce do material'', conta. Richa Filho diz ainda que se procurou deixar a obra o mais próximo possível da original.
Segundo o secretário de Infraestrutura, o governo não pretende fazer uma nova reinauguração quando começar a ocupar o Palácio Iguaçu. ''Reforma de prédio público é obrigação, afinal a Lei de Responsabilidade Fiscal aponta que se deve cuidar do patrimônio público. Não pensamos em fazer uma reinauguração'', afirma.
Gastos - Ainda durante a gestão passada, foram gastos mais de R$ 23,5 milhões para o início das obras. E esse recurso não foi suficiente. No ano passado, o governo do Estado aprovou um aditivo de quase R$ 9 milhões. Para a conclusão das obras, nesses oito primeiros meses do ano, foi autorizado um novo aditivo, no valor de R$ 1,6 milhão, sem contabilizar o que ainda será preciso para a aquisição de móveis.
Quando Richa Filho inspecionou as obras finais de restauração do Palácio Iguaçu, em fevereiro, a projeção é que a conclusão ocorresse até o final de abril. O mapa do Paraná de 600 metros quadrados, construído em 1954 em relevo nos fundos do Palácio, também passa por reforma, incluindo a parte hidráulica, que representa as bacias hidrográficas do litoral e do Rio Paraná.
Inaugurado durante o governo de Bento Munhoz da Rocha, em dezembro de 1954, o Palácio Iguaçu foi estruturado dentro do projeto que previa a Assembleia Legislativa do Paraná e os demais prédios dos três poderes no Centro Cívico, em Curitiba. O prédio foi fechado para reformas em 2007, quando toda a estrutura governamental foi transferida provisoriamente para o Palácio das Araucárias. Quando o Iguaçu for entregue, as secretarias estaduais devem continuar no Palácio das Araucárias.


