Passadas as eleições para prefeito e vereadores, a Câmara Municipal de Maringá reduziu drasticamente suas atividades. A multidão que antes lotava os corredoress de acesso aos gabinetes dos vereadores e a sala de assistência social simplesmente desapareceu. Com pouco movimento de pessoas fazendo os mais diversos pedidos, nem os vereadores, reeleitos ou não, se preocupam em comparecer à Câmara diariamente.
Segundo a atendente social do Legislativo, Margoth Vargas, o movimento caiu mais de 80%. No período de campanha eleitoral, Margoth conta que a média de atendimento aos carentes era de 50 pessoas por dia. ‘‘Agora não chega a cinco pessoas por dia’’, afirma. A frequência dos vereadores também caiu 50%. A maioria, segundo o assessor de imprensa, Angelo Rigon, só comparece à Câmara às terças e quintas-feiras, nas sessões para votação de projetos.
A ausência do vereador Chico Coutinho (PDT), que não conseguiu se reeleger, é uma das mais marcantes. Desde que assumiu o mandato, em 93, Coutinho implantou um sistema de atendimento às famílias carentes toda terça-feira. Seu gabinete era um dos mais frequentados por pessoas que pediam agendamento de consultas médicas, próteses dentárias, óculos, remédios e os mais diversos tipos de ajuda.
Agora, Coutinho está absorvido pelo processo de pedido de recontagem dos votos e dificilmente aparece na Câmara para dar expediente. ‘‘Antes o corredor que dava acesso ao gabinete de Chico Coutinho ficava sempre cheio às terças-feiras. Depois da eleição ele suspendeu o atendimento e quase não há movimento’’, diz a chefe da divisão de administração e recursos humanos, Damaris Josepetti da Costa.
Na quarta-feira à tarde, por volta das 15 horas, apenas três vereadores estavam na Câmara Municipal. Na sala de assistência social da Câmara percebe-se claramente a redução no atendimento à população. Entre os meses de janeiro e setembro foram feitos 1.887 atendimentos a pessoas carentes; de outubro até agora, só 269 pessoas foram atendidas.
Ela afirma que a Câmara de Maringá não tem verbas especiais para assistencialismo, mas garante que através de contato com médicos, laboratórios e empresários, o departamento de assistência social do Legislativo tem conseguido atender a maioria das solicitações. ‘‘Conhecemos muitas pessoas e entramos em contato com elas para viabilizar os pedidos dos carentes’’, assegura.

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