Fim do sindicato único é o ponto mais polêmico
Brasília - Um dos pontos da emenda que enfrenta fortes resistências junto aos parlamentares e as centrais sindicais é o fim da unicidade sindical. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, defende publicamente a manutenção da regra que proíbe a criação de mais de um sindicato para a mesma categoria profissional em um mesmo município.
''As negociações foram feitas no âmbito do Fórum Nacional de Trabalho, mas alguns setores estão contra porque não foram totalmente atendidos'', observa Maurício Rands. ''O problema é que esta reforma beneficia as grandes centrais, principalmente a CUT levando o poder para os líderes nacionais e tirando o poder dos trabalhadores das portas das fábricas'', contesta o líder Aleluia.
Outro ponto polêmico da reforma é o que elimina a contribuição sindical obrigatória no prazo de três anos. ''Temos realidades sindicais distintas. Defendo o sindicalismo cuja a adesão é voluntária e não é compulsória. Mas não dá para o governo querer escolher qual o tipo de sindicalismo que tem de ser seguido'', afirma o vice-líder Albuquerque. ''O atual modelo é anacrônico. Os sindicatos estão hoje pulverizados. A proposta de reforma talvez não seja a ideal, mas é melhor do que o atual modelo que fracassou'', conclui Rands. (E.L.)





