Curitiba - O fim das contratações de parentes em cargos da administração pública depende de uma ação civil pública. A opinião é do advogado, especialista em direito administrativo, Romeu Bacellar Filho. ''Caso o STF (Supremo Tribunal Federal) emita a súmula vinculante que transfira para os outros poderes o entendimento de que o nepotismo é imoral qualquer cidadão poderá cobrar na Justiça o cumprimento dessa interpretação no Estado'', avaliou. Para Bacellar, a decisão de ontem já era previsível uma vez que a Corte já havia emitido pareceres semelhantes.
No Paraná, quatro parentes do governador Roberto Requião (PMDB) ocupam cargos na administração estadual, entre eles a esposa Maristela Requião (diretora do Museu Oscar Niemeyer) e o irmão Eduardo Requião (superintendente do Porto de Paranaguá). A assessoria de comunicação do governo informou à FOLHA que não irá comentar a decisão do STF.
A Prefeitura de Curitiba também não quis comentar o assunto. O prefeito Beto Richa (PSDB) contava com dois parentes na administração: o irmão José Richa Filho (ex-secretário da Administração) e a esposa Fernanda Richa (ex-presidente da Fundação de Ação Social). Ambos deixaram a prefeitura para trabalhar na campanha de Beto.

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