Fim das coligações proporcionais tiraria 4 partidos da AL
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domingo, 31 de março de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Se as coligações proporcionais fossem extintas, como consta na Reforma Política em tramitação no Congresso, quatro partidos deixariam de estar representados na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Os "nanicos" PTB, PSL, PMN e PRB, que em 2010 elegeram um deputado estadual cada, só obtiveram essas vagas graças à união com outras legendas. PMDB e DEM perderiam cadeiras e outras sete siglas ganhariam um deputado estadual a mais. Na bancada paranaense em Brasília, os partidos permaneceriam os mesmos, só que PT, PPS e PP seriam menores.
Essa e outras três mudanças devem ser os destaques da votação agendada para os próximos dias 9 e 10 de abril, em Brasília, quando os deputados federais vão desengavetar um pedaço da Reforma Política. O fim das coligações proporcionais está na lista de polêmicas, junto com o financiamento público de campanha, coincidência das eleições (de vereador a presidente no mesmo dia) e nova distribuição das vagas entre os Estados na Câmara Federal.
''Clima para votar isso agora não tem, mas o presidente da Câmara Federal disse que vai por em votação assim mesmo. Ele quer tirar a limpo o assunto. Disse que é para resolver no voto da maioria'', antecipa Osmar Serraglio (PMDB), deputado federal e líder da bancada do Paraná. ''O PMDB fechou questão em torno de dois assuntos: a coincidência das eleições e o fim da coligação nas proporcionais. É o começo de um 'freio' nesses partidos que leiloam espaço no horário político'', diz o peemedebista.
''Eu ainda não vejo clima para essa votação no Congresso. É preciso que o PT, o PMDB, o DEM e o PSDB acordem um posicionamento comum para viabilizar a Reforma Política. Sem isso, ela não sai'', disse para a FOLHA o deputado federal Angelo Vanhoni (PT), mais cético em relação ao assunto.
O fim das coligações proporcionais poderia conturbar negociações políticas em andamento no Paraná, pois uma das condições para a bancada estadual do PMDB apoiar Beto Richa (PSDB) é ter os tucanos na mesma chapa de deputados. A possível coligação não incomoda Ademar Traiano (PSDB), líder de Beto na AL e virtual candidato à presidência da Assembleia numa reeleição de Beto Richa, mas é criticada pelo líder da bancada tucana, Francisco Buhrer. Os dois se desentenderam mês passado, quando Buhrer disse que os deputados estaduais não votariam em Traiano para presidente do partido.
''Isso só prejudica os partidos pequenos'', reclama o deputado estadual Adelino Ribeiro (PSL). ''O fim das coligações é bom para PSDB, PMDB e PT. 80% dos vereadores de partido pequeno se elegem graças a coligações. No PSL nós estamos nos preparando para ter uma chapa pura, mas não concordamos com essa mudança'', disse Ribeiro. O PMN também está se adiantando, pois trabalhou para ampliar sua participação nas câmaras municipais em 2012. ''Temos três prefeitos e 43 vereadores. Isso garante uma chapa própria'', afirmou aliviado o Dr. Batista (PMN), deputado estadual por Maringá.



