Fim da multa foi opção política, dizem auxiliares
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2001
Doca de Oliveira Agência Estado De Brasília 
O recuo do Palácio do Planalto no confronto com o Ministério Público, eliminando a multa de R$ 150 mil, foi uma opção política, de um governo preocupado em não provocar reações negativas junto à opinião pública. A informações é colaboradores próximos do presidente Fernando Henrique Cardoso. Eles confirmaram ontem que, embora tenha desistido de cobrar multa na MP que estabelece regras para a atuação do órgão, o governo manteve a disposição de impor limites aos procuradores. O recuo do Palácio do Planalto teria sido apenas uma opção política, de olho nas reações negativas da opinião pública.
O próprio presidente concordou com a revisão do texto da MP durante reunião com alguns dos seus principais colaboradores, anteontem. Estiveram com ele o secretário-geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira, o ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, o advogado-geral da União, Gilmar Mendes, e o ministro da Justiça, José Gregori. Eles avaliaram o possível impacto que a reação dos procuradores poderia ter junto à sociedade.
Ou o presidente assume uma posição, ou fica à reboque, justificou um interlocutor de Fernando Henrique que participou do encontro. Fizemos apenas um gesto de boa vontade, completou. Já um ministro admitiu que a polêmica medida provisória é fruto da impaciência do Palácio do Planalto com as iniciativas dos procuradores, que fizeram acusações contra membros do governo nos últimos meses.


