A véspera do segundo turno da eleição presidencial será marcada por duas mobilizações políticas em Londrina, no sábado (24), com apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Às 14h30, o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), participa da Passeata da Vitória, ao lado do senador eleito Filipe Barros (PL) e de outras lideranças políticas. A partir das 15h, a Avenida Saul Elkind, na zona norte, recebe a 3ª Marcha pela Democracia de Londrina, organizada por estudantes, partidos políticos e entidades de cunho progressista.

A concentração da passeata em apoio a Flávio Bolsonaro será na Avenida Juscelino Kubitschek. A mobilização pretende reunir apoiadores e lideranças políticas em defesa da candidatura do senador à Presidência da República. Além de Moro e Filipe Barros, outros puxadores de votos, como a deputada estadual eleita Jéssicão (PL) está entre os nomes apontados para participar da mobilização.

Já a Marcha pela Democracia chega à terceira edição na Zona Norte, com concentração na Avenida Saul Elkind, após duas manifestações nos dias 11 e 17 de outubro. A primeira ocorreu na Avenida Higienópolis e reuniu cerca de 5 mil pessoas. A segunda foi promovida na Gleba Palhano, no último sábado, e contabilizou mais de 28 mil participantes, segundo os organizadores.

Nas ruas e nas redes

As duas campanhas presidenciais intensificam as ações no Paraná para a reta final da disputa. Coordenador da campanha de Lula no Estado, o deputado estadual Arilson Chiorato afirma que o PT organiza manifestações em diferentes cidades e investe na produção de conteúdo para as redes sociais. O objetivo é ampliar a votação do presidente, mobilizar eleitores que não compareceram ao primeiro turno e conquistar parte dos votos destinados aos candidatos que ficaram fora da disputa.

“Estamos fazendo um movimento sincronizado, de rua e de rede social”, diz Chiorato. Há atos organizados em cidades como Curitiba, Maringá, Apucarana e Londrina, com a participação de estudantes, movimentos sociais, populares e sindicais, partidos e lideranças políticas.

O partido também direciona ações a mais de 100 municípios em que pretende melhorar o desempenho eleitoral. As atividades incluem panfletagem, distribuição de materiais sobre as ações do governo federal e conversas com eleitores. Segundo o deputado, a campanha identificou uma redução mais expressiva da votação petista em cidades menores, especialmente naquelas com maior ligação com o meio rural e o agronegócio.

A estratégia inclui buscar votos de eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno, principalmente Renan Santos (Missão) e parte dos que votaram em Ronaldo Caiado (PSD). Chiorato também afirma que o partido pretende mobilizar quem não compareceu às urnas na primeira votação.

O coordenador estima que Lula possa receber entre 100 mil e 300 mil votos a mais no Paraná em relação ao primeiro turno. A projeção, segundo ele, tem como base um levantamento interno da campanha.

Nas redes sociais, a orientação é divulgar vídeos sobre as ações dos governos Lula e abordar temas como salários, aposentadorias e programas sociais. As lideranças também produzem conteúdos sobre democracia e os riscos de retrocessos que, na avaliação dos petistas, uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia representar. Chiorato orienta os apoiadores a não entrar em brigas ou discussões e a evitar baixar o nível nas interações.

Mesmas estruturas

Na campanha de Flávio Bolsonaro, a estratégia é manter em funcionamento as estruturas mobilizadas no primeiro turno e concentrar esforços nas áreas em que há possibilidade de conquistar votos de indecisos e de eleitores que escolheram outros candidatos. A campanha também prioriza regiões com maior abstenção, onde considera possível ampliar a votação.

Segundo Paulo Base, representante da campanha nacional no Paraná e primeiro suplente de Filipe Barros no Senado, a mobilização foi mantida sem interrupção após o primeiro turno. A orientação nacional, afirma, foi dar continuidade ao trabalho e envolver as lideranças políticas, incluindo deputados e senadores eleitos.

Uma reunião prevista para esta sexta-feira (23) deve definir os movimentos finais. Até então, a campanha avaliava manter as estratégias já adotadas, com a possibilidade de carreatas nos grandes centros, como Londrina, e a participação de lideranças para ampliar o alcance das ações.

Base afirma que a presença de Flávio Bolsonaro deverá priorizar os locais com maior possibilidade de reversão de votos e os grandes centros urbanos, sem previsão de passagem do candidato pelo interior do Paraná. “Até o último momento, vamos fazer todos os movimentos necessários para potencializar os votos do Flávio no Paraná. Tudo o que estiver ao nosso alcance, vamos fazer”, adianta.

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