Fim da CPMF provoca resistência do governo
Agência Folha
De Brasília
A proposta de extinção da CPMF está dificultando o apoio efetivo do governo ao texto da reforma tributária em discussão na Câmara. O parecer do relator, deputado Mussa Demes (PFL-PI), acaba com a CPMF assim que a reforma tributária entrar em vigor, o que poderá ocorrer a partir de 2001. A atual CPMF vai vigorar até junho de 2002. Setores do governo defendem a manutenção da contribuição como um tributo definitivo. A justificativa é que a CPMF é um tributo de fácil arrecadação e difícil sonegação.
O curioso é que, antes de ser recriado em 97, a CPMF sofreu oposição da equipe econômica, que temia elevar os custos da produção no País. O novo ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, também participou da oposição ao imposto. Tanto na comissão especial de reforma tributária como no governo há defensores da CPMF. Não posso dizer que a CPMF está definitivamente fora da reforma, disse o presidente da comissão, deputado Germano Rigotto (PMDB-RS).
Rigotto se reuniu ontem com o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), deputado Moreira Ferreira (PFL-SP). O setor produtivo é frontalmente contra a CPMF. Isso é lixo tributário, disse Moreira Ferreira. O presidente da comissão vai se reunir hoje com os ministros Pedro Parente (Casa Civil) e Aloysio Nunes Ferreira (Secretaria Geral da Presidência) e com o líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), para discutir o apoio do governo à reforma tributária.





