Com o encerramento da Copa do Mundo, hoje, a campanha eleitoral deve ganhar um gás a partir desta semana. Apesar de a propaganda oficial ter sido autorizada pela legislação eleitoral no dia 6, a maioria dos candidatos preferiu esperar o fim do Mundial para colocar a campanha nas ruas e não disputar a atenção do eleitorado com os jogadores. ‘‘Não dá para confundir as coisas’’, disse o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), que concorre à reeleição.
Mas se muita gente pretende entrar para valer na campanha a partir desta semana, outros candidatos podem até mesmo adiar o lançamento de suas candidaturas para o final deste mês e início de agosto. O motivo: falta de recursos financeiros para a campanha. ‘‘Essa história de campanha franciscana é conversa para boi dormir’’, disse recentemente o vereador Célio Guergoletto (PMDB), de Londrina, que disse ter desistido de candidatar-se a deputado estadual por causa do alto custo. ‘‘Fiz um levantamento e com menos de 300 mil reais não seria possível viabilizar uma candidatura’’, argumentou.
Outro que também atribuiu sua desistência à dificuldade de obter recursos para a campanha à Câmara dos Deputados foi o vereador Roberto Kanashiro (PSDB). ‘‘Dinheiro, família e a desistência do Álvaro ao governo foram os três fatores que pesaram’’, justificou.
Mas quem entrou na batalha vai precisar de muito mais que dinheiro para enfrentar a campanha. Trabalho, disposição de enfrentar até 12 horas de visitas e reuniões, incluindo as peregrinações, além de carisma, coerência e sinceridade no discurso são ingredientes essenciais, alertam os especialistas em marketing político.
A árdua tarefa de fazer o nome e o número conhecidos também é um desafio. ‘‘Principalmente quem faz sua estréia na política, mas também já em atividade terão de esquentar a cabeça para saber como seu número vai chegar aos eleitores’’, diz o prefeito Antônio Belinati (PDT), referindo-se à grande quantidade de algarismos que o eleitor precisará saber para votar. São 15 números para a votação majoritária e proporcional. Para ele, os grandes beneficiados desta eleição serão os cabos eleitorais e as gráficas. ‘‘Quem esperar só pelo horário eleitoral para fazer essa divulgação vai cair do cavalo’’, alerta o prefeito.
O horário eleitoral gratuito de rádio e TV só começa no dia 18 de agosto e esse ano será mais curto, com 45 dias. Na eleição para presidente da República, os candidatos falarão às terças, quintas e sábados, das 7 às 7h25 e das 12 às 12h25 no rádio e das 13 às 13h25 e das 20h30 às 20h50 na TV.
Os candidatos a deputado federal terão espaço no rádio e na TV também às terças, quintas e sábados - das 7h25 às 7h50 e das 12h25 às 12h50, no rádio e das 13h25 às 13h50 e das 20h50 às 21h20 na televisão.
Já os candidatos a governador, a senador e a deputado estadual falarão às segundas, quartas e sextas. No domingo não haverá propaganda eleitoral.

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