Filiados do PL refutam emenda e deixam líder do partido na mão
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segunda-feira, 02 de dezembro de 1996
Agência Estado 
BRASÍLIA - Aliado de bloco e de fé do PPB, o líder do PL, Valdemar Costa Neto (SP), não conseguiu fechar o partido a favor de sua emenda autorizando a reeleição apenas para os futuros governantes, como desejava o prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PPB). Reunidos ontem em Brasília para um encontro nacional do partido, 300 prefeitos, presidentes de diretórios e deputados estaduais decidiram apenas recomendar aos nove deputados federais que rejeitem a reeleição-já.
O fechamento de questão é pouco liberal, concordou o presidente do partido, deputado Álvaro Valle (RJ), embora tenha feito um duro discurso contra a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. É justamente o governo que se diz ético que tem a coragem de propor aquilo que os governos militares, do arbítrio, tiveram o escrúpulo de não pôr na Constituição, atacou Valle.
Mas ele próprio admite que, no PL, cada um terá o direito de votar como quiser. Como a questão ficou em aberto, me sinto à vontade para a defesa da reeleição-já, sem desincompatibilização, como propus na Constituinte de 1988, disse o terceiro vice-presidente do partido, deputado Pedro Canedo (GO).
Durante os debates, o goiano não ficou sozinho. Delegações de cinco estados - Acre, Roraima, Rondônia, Bahia e Goiás - defenderam o direito de o presidente Fernando Henrique disputar um segundo mandato.
Nas contas do líder Costa Neto, da bancada de oito deputados apenas dois estão favoráveis à reeleição-já: Pedro Canedo e Eujácio Simões (BA). A cúpula liberal acredita que já conseguiu virar o voto do mineiro Francisco Horta, e dá como certos o apoio de José Egydio (RJ), Luiz Buaiz (ES) e Welington Fagundes (MT), além dos votos do presidente e do líder do partido contra a reeleição-já.
O próximo embate do PL será a manutenção ou não do bloco com o PPB de Maluf. Costa Neto aproveitou o encontro nacional para fazer uma sondagem informal e garante que a maioria da base deseja manter o bloco. O que apurei foi a vontade majoritária de dar todo o apoio a Maluf, resumiu o líder.


