As sessões ordinárias da Câmara de Vereadores sequer reiniciaram e o Legislativo Municipal é alvo de uma polêmica. No Jornal Oficial do Município do dia 19, foi publicada a portaria de nomeação do filho do vereador Renato Lemes (PL) para o cargo em comissão de assessor no gabinete do presidente Orlando Bonilha (PL).
O artigo 59 da lei orgânica do município diz que ''nos cargos em comissão é vedada a nomeação do cônjuge ou parente em linha reta ou colateral até o terceiro grau, respectivamente, do prefeito, do vice-prefeito, dos secretários municipais e dos vereadores''.
Na avaliação de Bonilha, a nomeação do filho de Lemes para o seu gabinete não contraria a lei porque o rapaz que está fazendo a implantação do sistema de som dos gabinetes e deve receber cerca de R$ 2,5 mil por mês não é seu parente. ''Ele não é meu filho, não é meu parente, não é nada meu. Se a pessoa for competente pode ser irmão, filho de qualquer vereador, não tem nenhum problema'', argumentou.
Irritado, Bonilha contestou a repercusão da nomeação na imprensa, o que classificou como ''sangria desatada''. ''Não sei porque essa sangria desatada. Antes de nomear ele consultei o jurídico e não tem nenhuma ilegalidade. Na Câmara não tem nepotismo'', disse. O presidente da Casa também não considera imoral a contratação do filho de outro vereador. ''É legal, é moral, até porque ele é competente.''
Conforme o diretor da Câmara, Rubens Canizares, o filho de Lemes manifestou na semana passada a intenção em deixar o cargo. ''Antes de surgir na imprensa essa questão, o próprio filho do vereador falou que não vai ficar. Ele não estava contente exatamente por essa questão de ser filho de vereador, não estava à vontade'', disse.
Segundo Canizares, além da implantação do sistema de som dos gabinetes que estão sendo reformados , cabe ao novo assessor o acompanhamento das sessões, interligando a internet, áudio e vídeo. ''No ano passado uma empresa terceirizada fazia a operação do som nos dias de sessão mas a gente fez as contas e analisou que seria mais interessante ter uma pessoa direto fazendo esse serviço'', disse. A empresa recebia cerca de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil pelo serviço. A reportagem não localizou o vereador Renato Lemes.

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