Curitiba - O principal suspeito do assassinato do vereador Arildo Farias de Oliveira (PSL) apresentou-se ontem à Polícia Civil. Arilson José Farias de Oliveira, filho do vereador, nega ter contratado dois amigos para matar seu pai, mas será mantido sob custódia até o inquérito policial chegar a uma conclusão.
Segundo Arilson de Oliveira, ele teria apenas pedido a um conhecido seu, Reginaldo Borges dos Santos, que desse ‘‘um susto’’ em seu pai. O vereador foi assassinado na porta de sua casa no dia 29 de abril, após ser alvejado por quatro disparos.
‘‘Não queria que meu pai morresse’’, disse Arilson, na delegacia. ‘‘Por mais que fosse violento com a família era meu pai.’’
A polícia já havia prendido um dos suspeitos de ter disparado contra Arildo de Oliveira no início da semana. Jessié Carvalho admite que esteve com Reginaldo dos Santos na tarde do crime, mas que não teria atirado no vereador. Segundo a perícia da polícia, nove tiros foram disparados na ocasião.
Segundo o delegado que comanda a investigação, José Roberto Jordão, o filho do vereador confessou ter uma péssima relação com Arildo de Oliveira. ‘‘Ele disse que havia sido ameaçado de morte por ele após ter contado a sua mãe sobre as várias amantes que seu pai tinha. Em seu depoimento ele disse que Arildo de Oliveira teria inclusive efetuado disparos de armas de fogo contra ele em uma ocasião. Continuaremos o inquérito para averiguar a veracidade dessas informações’’ afirmou o delegado.
A partir de agora, a polícia irá concentrar os esforços na prisão de Reginaldo dos Santos. ‘‘Com a prisão do Chips, o caso fica praticamente encerrado’’, comentou Jordão. Arilson dos Santos ficará preso temporariamente, quando o delegado deve pedir sua prisão preventiva. Caso seja condenado, Arilson dos Santos pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

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