Filho de Argaña acusa ministros do STF de corrupção
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2001
France Presse<br>De Assunção 
O secretário-geral do presidente paraguaio Luis González Macchi, Jesús ArgaÀa, acusou ontem membros do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro de receber dinheiro para libertar o general Lino Oviedo, acusado pelo governo local do assassinato de seu pai Luis ArgaÀa. ''É provável que tenham predominado outros tipos de interesses. Tenho certeza de que correu muita grana'', disse o filho do vice-presidente morto em um atentado a 23 de março de 1999, fato que precipitou a queda do ex-presidente Raúl Cubas, protegido político de Oviedo.
ArgaÀa disse que podia afirmar que o governo de González Macchi ''fez o possível'' para que a extradição se produzisse ao mesmo tempo que rechaçou o argumento dos ministros brasileiros. O Supremo decidiu segunda-feira de forma unânime a não extradição do líder do influente movimento União Nacional de Colorados Éticos (Unace), ao considerar essa solicitação uma perseguição política disfarçada'' pelo governo que sucedeu Cubas. Jesus ArgaÀa disse que Oviedo ''é um assassino vulgar e perigoso que carece de escrúpulos''.


