Filantrópicas debatem propostas com candidatos
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segunda-feira, 09 de março de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O primeiro debate do novo segundo turno em Londrina acontece hoje à tarde, mas sem o confronto direto entre os candidatos Barbosa Neto (PDT) e Luiz Carlos Hauly (PSDB). Às 16 e às 17 horas, respectivamente, o pedetista e o tucano conversam com representantes da Associação das Entidades Filantrópicas de Londrina (Afel) e expõem as propostas ao setor, que, só pela Afgel, compreende cerca de 80 organizações não-governamentais (ONGs) que mantêm, em maioria, convênios com o poder público. O evento acontece na Vila Cultural, à Rua Rua Minas Gerais, 69 (Centro).
Segundo a presidente da Afel, a socióloga Maria Inez Gomes, as entidades filantrópicas ligadas à associação estão relacionadas principalmente à defesa dos direitos dos idosos e das crianças. Indagada sobre o motivo de o debate acontecer apenas entre candidato e entidades - e não entre os candidatos -, a socióloga definiu: ''É que, como amanhã (hoje) acontece a reunião mensal da Afel, queremos esgotar com cada um o que eles pensam para os segmentos, colocar as nossas sugestões e propor a ambos um documento que seja assinado como forma de compromisso''.
De acordo com Maria Inez, a melhoria de estrutura das entidades será um dos principais pontos da pauta colocada a Hauly e Barbosa. Se a situação das 35 ONGs de reciclagem - que ainda aguardam uma posição da Prefeitura diante das condições precárias de trabalho e da diminuição de até 50% na renda das famílias que executam o serviço - será debatida? ''Não, porque eles têm uma organização própria, um diferencial, eles (catadores e recicladores) discutem trabalho e renda; nós, qualidade de vida por meio de melhores condições de atendimento diário ao cidadão.'' A presidente da Central de Pesagem e Venda (Cepeve) - entidade que congrega 23 das 35 ONGs de reciclagem de Londrina -, Sandra Araújo, discordou. ''Mas com certeza também estamos relacionados à questão da melhoria de qualidade de vida, é um absurdo pensar o contrário, pois muitas dessas pessoas faziam coleta nas ruas, sem organização, ou no lixão'', afirmou.


