A crise envolvendo denúncias de irregularidades no Ministério do Esporte ultrapassou a fronteira nacional e expôs o governo brasileiro internacionalmente, afirmam cientistas políticos ouvidos pela Agência Estado.

Os analistas apontam que, diferentemente dos escândalos que derrubaram outros quatro ministros, o PCdoB teve um tratamento diferenciado no Planalto por ser um aliado histórico do PT. Interesses da Fifa e de partidos da base aliada também colaboraram para inviabilizar o ministro, afirmam os analistas.

Ao comparar a situação de Orlando Silva com os ministros que já caíram no governo Dilma Rousseff, os cientistas ressaltam que, ao contrário do PR e do PMDB, o PCdoB é uma legenda mais homogênea, onde quem domina o ministério é a sigla e não o titular da pasta, e que os comunistas sempre foram fiéis escudeiros do governo petista. "Houve uma boa vontade com o PCdoB, que é mais que um mero aliado", disse Melo.

Orlando Silva já vinha sofrendo com o fogo cruzado no Planalto desde o início do governo, mas sua saída só foi concretizada após o envolvimento do PCdoB no noticiário negativo.

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