Fiesp pressiona pelo fim das divergências e cobra Tápias
Paula Puliti
Agência Estado
De São Paulo
Pressionado por empresários de São Paulo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, disse ontem na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, que a comissão tripartite que acompanha a reforma tributária avançou em seu trabalho na semana passada e na reunião de hoje deverá apenas examinar detalhes permitindo que a emenda aglutinativa ao texto já aprovado pela comissão especial da Câmara seja escrito nesta semana. Trata-se de uma previsão otimista, admite o próprio ministro, já que persistem algumas divergências em relação ao tema pacto federativo.
O ministro acredita que, nessa primeira fase, serão aprovados apenas os tópicos genéricos, ficando os detalhes e as divergências na forma de lei complementar. O ministro fez as afirmações depois de ouvir do presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, pedido para que corra atrás das forças que impedem a reforma tributária. Piva disse ao ministro que use sua influência para fazer com que a reforma aconteça, e aconteça rápido. Ou ela sai nas próximas semanas ou não veremos a reforma tributária, afirmou Piva ao ministro.
Tápias disse que o decreto do governador Mário Covas (PSDB), estabelecendo salvaguardas contra a guerra fiscal, é uma forma de o governo resguardar seus interesses. Na interpretação do ministro, o decreto sinaliza a outros Estados que São Paulo tem instrumentos à mão no caso de a guerra fiscal não terminar com a aprovação da reforma tributária. Com a salvaguarda, ele teria meios para defender o Estado.
O ministro da Indústria e Comércio evitou manifestar apoio ao decreto, mas afirmou que se alguns governos têm poder de decidir se atraem ou não empresas, o outro governador tem de ter meios para evitar que as empresas migrem. É um processo natural em clima federativo, declarou.





