São Paulo O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, defendeu ontem um segundo turno em que os candidatos à Presidência detalhem as propostas de governo e evitem exacerbar o confronto, para facilitar a formação de um futuro governo de coalizão, independentemente de quem saia vencedor.
''O empresariado obviamente está contando com o adensamento das propostas, que até agora têm sido apresentadas de maneira muito genérica. O diagnóstico está preciso, mas o 'como' é que é muito difícil de ser discutido'', afirmou Piva.
Na opinião dele, Lula e Serra devem evitar o confronto porque a população não quer este tipo de comportamento. ''E se tiver uma campanha de confronto, fica difícil conversar depois de três semanas (o segundo turno será dia 27)'', completou o presidente da Fiesp.
Ele voltou a insistir na defesa de um governo de coalizão em que, segundo o desenho político de hoje, PT e PSDB seriam os principais atores. ''Este enfrentamento não deve acontecer para não atrapalhar as conversas, tanto para efeitos de Congresso quanto para o Executivo. Como não teremos tempo para curar ressentimentos, os candidatos devem evitar os ataques eleitorais'', completou.
Piva disse que ''quando a poeira baixar'', conversará com José Serra (PSDB-PMDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PL) para saber se os dois querem ou não repetir o ciclo de palestras realizado na campanha do primeiro turno a empresários na sede da Fiesp.

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