Agência Folha
De São Paulo
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) disse ontem, através do seu presidente, Horácio Lafer Piva, que qualifica a união do PT de Lula com o PFL de ACM contra a miséria no País de ‘‘emblemática’’, embora veja nela uma variável de ‘‘oportunismo’’, mas condena enfaticamente a proposta de utilização de parte dos recursos arrecadados por meio da cobrança da CPMF (o imposto do cheque) para a erradicação da pobreza no País.
‘‘Essa discussão está muito vaga, tendo muito mais um viés político do que prático, mas a indústria, principalmente sob a ótica da competitividade, nunca apóia questões que tenham um imposto provisório como solução final’’.
A proposta de uso da contribuição, feita anteontem pelo presidente do Congresso durante seminário sobre o combate à pobreza realizado em São Paulo, foi aprovada pelo petista. Piva também criticou a idéia de Lula de criar um imposto sobre grandes fortunas como instrumento de arrecadação de recursos para o combate à pobreza no País: ‘‘Não deu certo em lugar nenhum do mundo’’.

mockup